José Police Neto

Police Neto / Zona Norte entra no radar dos serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes

Os serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes ainda estão restritos a determinadas áreas da cidade, especialmente a Zona Oeste. Não é possível aceitar que a Zona Norte não faça parte desse mapa de atuação. Aos poucos, novas áreas são incluídas nesse perímetro.

Recentemente, a Yellow anunciou o início das operações no Capão Redondo (Zona Sul), inclusive a um preço mais em conta do que o cobrado nos bairros de maior poder aquisitivo. Já a Tembici, no segundo semestre do ano passado, inaugurou uma estação de compartilhamento de bicicletas do programa Bike Itaú no Terminal Cidade Tiradentes (Zona Leste). Tenho discutido com as empresas que oferecem os serviços a necessidade de levar estes benefícios para a Zona Norte há bastante tempo, e as negociações estão bem avançadas.

O avanço no uso de bicicletas e outros meios de deslocamento chamados micromodais, como as patinetes, monociclos e as bikes elétricas, está diretamente relacionado ao caos enfrentado no trânsito de São Paulo.

Os modos de deslocamento estão mudando, de forma a valorizar a relação custo/benefício daquele meio de transporte, bem como o impacto que ele causa ao meio ambiente. A mobilidade ativa, ou seja, os pedestres, bicicletas e outros modais voltados para pequenas distâncias e que não sejam poluentes (como bicicletas e patinetes elétricas) são decisivos para desatar o nó do trânsito, respondendo principalmente pelos primeiros e últimos quilômetros de um deslocamento.

Integrados verdadeiramente ao sistema de mobilidade da capital paulista, os micromodais podem desafogar parte do transporte coletivo e ainda oferecer viagens mais baratas, além de uma outra visão, outra forma de conviver em São Paulo. Mas para garantir essa integração e deslocamentos seguros para os usuários, é preciso adotar regras claras de operação dos serviços e a criação de uma Rede de Micromobilidade, ou seja, a infraestrutura adequada pelo menos para os trajetos mais utilizados. Aliás, as informações de utilização dos serviços de compartilhamento podem e devem ser utilizados na elaboração de políticas públicas.

Da mesma forma, a iniciativa privada pode colaborar no desenvolvimento dessa infraestrutura. Estas são algumas premissas do projeto de lei 1/2019, de minha autoria, que cria um sistema e a rede de micromobilidade da capital, oferecendo as devidas condições para a regulamentação de serviços de patinetes, por exemplo, e assumindo a integração de todos esses modais com a rede pública tradicional.

A Zona Norte possui diversos pontos de conexão dos modais de alta capacidade, em especial de ônibus e metrô. Estes pontos já possuem rede de circulação cicloviária em seu entorno. Da Vila Maria à Cachoeirinha. São ciclovias, ciclorotas e ciclofaixas bastante utilizadas pelos moradores da ZN. Chegou a hora de contarmos com oferta em larga escala de bikes e patinetes compartilhados.

Ajude a pressionar as empresas a trazer os serviços de compartilhamento de bikes e patinetes para a ZN. Responda à pesquisa e faremos a sua opinião chegar a elas: www.participe.policeneto.com.br/pesquisa-mobilidade.


José Police Neto (PSD) exerce o quarto mandato de vereador em São Paulo e tem forte atuação na Zona Norte. Foi Secretário Municipal de Participação e Parceria de São Paulo e presidente da Câmara Municipal em 2011 e 2012. É autor das Leis do Procon Público, Indicadores de Desempenho, Inclusão Digital – Telecentros, Regularização Fundiária de Interesse Social, Função Social da Propriedade e do Estatuto do Pedestre.

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