Histórias

Voluntários: praticidade, economia e diversidade em uma única via

Santana é um distrito que se tornou referência em economia e desenvolvimento na Zona Norte. O amplo comércio e serviços básicos estão espalhados em suas vias principais, entre as quais se destaca a Rua Voluntários da Pátria, que atravessa o distrito, com aproximadamente 600 lojas em seu entorno. Da Marginal Tietê até a bifurcação, entre as avenidas Santa Inês e Zumkeller, seus quase cinco quilômetros de extensão ainda passam pelos bairros de Mandaqui e Santa Terezinha.

Movimentado comércio, serviços de todos os tipos, bares e restaurantes, residências dos mais variados segmentos. Alguns que já são um clássico, com endereço fixo na via há mais de 50 anos. Uma rua, enfim, completa, eixo fundamental para o tráfego na Zona Norte.

Aliados a toda essa infraestrutura moderna e capacidade para atender a demanda do distrito, os meios de locomoção interligam a região com os principais bairros de São Paulo, sendo uma das mais bem servidas na cidade, com três estações do Metrô: Tietê, Carandiru e Santana. Duas dessas estações estão ligadas a dois importantes terminais de ônibus, sendo um municipal e um internacional: o Santana e o Tietê, respectivamente.

Assim, diante de tantos privilégios, não há quem não usufrua de toda sua infraestrutura que garante um dia a dia cômodo, prático e agradável a todos os que frequentam a região.

A origem dos Voluntários da Pátria

Ao eclodir a Guerra do Paraguai – o maior conflito armado já visto na América do Sul –, e em decorrência da invasão de Mato Grosso por forças paraguaias, associações patrióticas foram organizadas com o objetivo de fornecer o maior contingente possível de homens e de materiais. Foi fundada então, a “Associação Promotora de Voluntários da Pátria”.

Dom Pedro II, o Imperador, regia o Brasil anos depois da Independência proclamada pelo antecessor. Sem um exército com forças para combate, o Imperador determinou, por meio de decreto, a criação desses batalhões. Prêmios eram oferecidos aos voluntários, como lotes de terra, empregos públicos e muitos réis, a moeda da época.

O Paraguai foi derrotado após cinco anos de conflito, fato determinante para o atual estágio do país, atrasado em relação aos vizinhos. De um efetivo de 800 voluntários, apenas 84 retornaram.

A guerra acabou, os países hoje vivem em relativa harmonia, e nossa rua – a antiga Estrada para Bragança – quase 30 anos depois, em 1897 já recebia o nome em saudação aos Voluntários da Pátria.



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