São Paulo

Prefeitura estuda o que fazer com os cobradores de ônibus

O comunicado da SPTrans que dá fim a função de cobradores nos ônibus metropolitanos tem causado polêmica. Para acalmar os ânimos, a Prefeitura divulgou na terça-feira (25/06), em Diário Oficial, que vai formar uma comissão para encontrar melhores formas de requalificar os trabalhadores que atuam como cobradores afim de evitar demissões.

A maior polêmica que exige a adequação da frota para ônibus do tipo “padron” e “básico”, sem o posto dos cobradores, é sobre o acumulo de função dos motoristas, que em alguns casos, já atuam cobrando passagem dos usuários. O comunicado passa a valer a partir do dia 02 de setembro de 2019.

Em relação a esse tema, a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa) da Câmara de São Paulo vetou o projeto de lei que proíbe a dupla função de motoristas de ônibus, apresentada pelo vereador Toninho Vespoli (PSOL).

A justificativa apresentada pelo relator da CCJ, Caio Miranda Carneiro (PSB), foi de que o projeto não possui condições para tramitar na Câmara e possivelmente ser aprovado. Segundo o Vereador, a proposição invade a competência do Poder Executivo.

Contudo o Sindicato dos Motoristas de São Paulo (SindMotoristas) destaca que a função do cobrador vai além de cobrar passagem “os cobradores(as) têm ‘função social’. E que além de orientar passageiros, ajudam idosos, dá suporte a cadeirantes e a portadores de outras deficiências. Ajuda a socorrer até em casos de acidentes”.

Comissão

A Comissão que irá requalificar os cobradores será formada pela SPTrans, pelo SindMotoristas e pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPURBANUSS).

Demissões

A SPTrans responde que “não há nenhum plano de demissão dos profissionais que exercem a função de cobrador […] Com o avanço da tecnologia e cobrança automática das tarifas no transporte coletivo, esses profissionais [cobradores] já passam por programas de reciclagem nas empresas e são reaproveitados pelo sistema em outras atividades como: fiscalização, manutenção,  administração entre outras”.

Foto: César Ogata/Secom



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