Música

Projeto das Fábricas de Cultura dá origem a coletânea musical

Os tambores tocam e um bom fluído nos envolve nos primeiros acordes e versos de “Barramansa”: “Barra limpa, barra mansa, meu canto é de barra vento / Chego e piso leve / Dona da casa que me recebe / Licença, eu sou apenas uma cantora popular […]”.

A canção é a faixa de abertura da coletânea Atalhos Sonoros, projeto criado pelas Fábricas de Cultura em parceria com a Tratore, distribuidora de música independente. O álbum, com variados gêneros musicais, foi lançado no último dia 27 de abril e está disponível em várias plataformas digitais, como o Spotify e Apple Music.

Viviane Abrahão

“Barramansa”, de NÃ – banda convidada pela Tratore – e Viviane Abrahão, foi criada na Fábrica de Cultura do Jaçanã. As outras dez faixas também foram criadas nos estúdios de outras Fábricas, como no Capão Redondo e Jardim São Luís.

A coletânea é mais uma forma de incentivar a produção artística nas periferias da cidade, além de distribuir o talento para todo mundo. As Fábricas possuem estúdios que permitem aos artistas darem vazão às suas criações, de maneira gratuita. Os valores arrecadados com as faixas são repassados diretamente aos artistas.

Bianca Cincinato

O projeto reuniu os artistas locais e seis artistas convidados pela produtora independente. Disso, surgiu a coletânea “Fábricas de Cultura e Tratore Apresentam: Atalhos Sonoros 2017”, também apresentada para o Projeto SIM Transforma, da Semana Internacional de Música de São Paulo, considerada uma das maiores feiras musicais da América Latina.

O grupo NÃ também participa em parceria com Bianca Cincinato, na romântica faixa “Me Apaixonei”, igualmente gravada no Jaçanã. Da Fábrica de Vila Nova Cachoeirinha, o músico Craca performa – já que suas apresentações são sempre repletas de luzes, sons e imagens – com a banda Marilu e o Velorol no rock de “Templo do Vício”, segunda faixa do disco. Craca também participa na crítica “Zumbis”, com a banda Sludge Hands, na mesma Fábrica.

Encontro na Fábrica do Jaçanã

Na Fábrica da Brasilândia, a artista convidada Kátya Teixeira atua com Nica Ortega (na foto no topo da matéria) na instigante “Modo Automático”, uma declamação em meio a sons envolventes, e Marlon Machado, em “Esse é o Som da Cúpula”, que mistura as contestadoras rimas do rap, a marcação do violão, pandeiro e influências da MPB, e encerra a coletânea com uma mensagem otimista e reflexiva sobre a própria produção musical. Ouça!



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