Editorial

Queimadas e desmatamento, a saga continua na história do Brasil

A Amazônia brasileira deu o que falar esta semana. Com os últimos acontecimentos sobre as queimadas na região, o Brasil entrou na mira do mundo e o fogo pegou pra valer, principalmente com o presidente da França, Emmanuel Macron!

As queimadas em nosso país não são novidade, assim como desmatamento, a história já mostra isso, anos mais e outros menos. Isso em todos os governos que por aqui passaram. Com as declarações durante o período de campanha e, até mesmo, no inicio como já presidente, Bolsonaro sempre sinalizou possíveis revisões sobre as questões de meio ambiente, preservação etc. Isso pode sim ter contribuído e motivado o aumento do desmatamento nos primeiros meses deste ano. Já as queimadas passaram dos limites, e não podemos deixar de lado a hipótese de ações criminosas, inclusive já estão sendo investigadas pela PF após descobrirem o movimento do “Dia do Fogo“, quando produtores rurais da região Norte do país teriam iniciado um movimento conjunto para incendiar áreas da maior floresta tropical do mundo, inclusive com ações isoladas de revés político envolvido, de acordo com as investigações.

As trocas de ofensas entre Macron e Bolsonaro teve início após a declaração do presidente da França, “Nossa casa está pegando fogo. Literalmente…É uma crise internacional” junto com a ameaça que levaria o caso ao G7. Chamou inclusive o presidente Bolsonaro de “mentiroso” referindo ao último encontro que tiveram no G20, quando Bolsonoro afirmou que honraria o acordo de Paris.

Dai por diante, e conhecendo o presidente como todos nós já conhecemos, não optou pela política da boa vizinhança, resolveu descer a lenha.  De certa forma com razão, pois Macron exagerou em chamá-lo de mentiroso e dizer que a Amazônia é sua casa.

Nossa soberania está acima de todos, e Macron faltou com respeito ao chamar Bolsonaro de mentiroso. E também Bolsonaro por sua vez cometeu seus erros.

Mas vamos defender o que é nosso: Macron como presidente da França, e consequentemente, soberano da Guiana Francesa, país divisa do Brasil e que abriga parte da Amazônia continental. Pois bem, a Guiana é um país que bate recordes de desmatamentos pela abertura de garimpos ilegais a cada ano. Crimes ambientais são cometidos diariamente sem a intervenção enérgica do governo. Além disso, e de acordo com agricultores brasileiros e do próprio vice-presidente Mourão, a França foi um dos países que relutou sobre o acordo do Mercusul com a União Européia, pois atinge de frente o agronegócio francês, e após o anúncio que o acordo estava fechado, Macron passou a ser pressionado pelos empresários franceses deste setor e, com isso, ameaçar o Brasil e o Mercosul, alegando que o acordo não podia prosperar, já que o Brasil não cumpria com o acordo de Paris sobre a preservação do meio ambiente e da emissão de carbono.

No final, o resultado de tudo isso é que as queimadas vão cessar, mas voltam o ano que vem, e menos ou muito, o desmatamento vai continuar.



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