Imóveis

Recuperação do mercado imobiliário movimenta setor

2018 registra crescimento para compra e venda de imóveis

Pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), confirmando previsões de especialistas do setor, mostrou um aumento de 52% no número das unidades comercializadas de janeiro a junho de 2018, na capital, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Nesses seis meses, foram negociadas 12 mil residências, contra 7.888 no primeiro semestre de 2017. Os números de 2018 são também os melhores desde 2013, início da crise econômica que atingiu o país.

Momento “é propício” para investimentos

O último trimestre do ano começou e com ele a expectativa de como ficará o mercado imobiliário. Segundo especialistas, o comprador hoje tem buscado fazer “o melhor” negócio. O perfil aponta um consumidor mais ponderado, muito mais racional e menos emocional. Ele é um pesquisador, não só conversa com corretores, mas utiliza as diversas ferramentas que se encontram hoje na internet, o que amplia bastante seu campo de pesquisa.

O momento é propício para investimentos de longo prazo, com objetivo de aumento patrimonial e de reserva de valor. Quando a taxa básica de juros cai, o preço dos imóveis sobe. E o motivo é óbvio: quanto mais baixos os juros, menor a parcela do financiamento de um imóvel, permitindo desta forma que mais pessoas tenham capacidade de comprar imóveis e, consequentemente, aumentando a demanda.

Além da renda proveniente do aluguel, os imóveis trazem um ganho adicional com a valorização, que muitas vezes acaba sendo a maior fonte de renda (maior que o próprio aluguel). Há diversos estudos que demostram que os imóveis, no longo prazo, tendem a valorizar, no mínimo, conforme a inflação, sendo por esse motivo uma excelente maneira de se proteger contra a inflação.

Fatores

Especialistas do ramo afirmam que basicamente três fatores influenciam o mercado imobiliário taxa básica de juros, aquecimento ou não da economia, e índice de confiança do consumidor.

A taxa básica de juros está no mais baixo patamar histórico e diversos setores da economia já estão há vários meses sentindo o aquecimento.

Apesar da estabilidade político-econômica ainda estar longe do ideal, a retomada da economia, está aos poucos, fazendo com que o consumidor sinta confiança para finalmente voltar a consumir. Nesse caso, investir recursos financeiros em um novo empreendimento não parece mais uma má ideia. A confiança para investir tem voltado aos poucos. Para os próximos meses, a tendência é que o mercado imobiliário se aqueça com tal sentimento.

O cenário dos últimos 12 meses alcançou as expectativas, com velocidade de vendas equivalentes à 2012 e 2013, quando o mercado imobiliário estava no auge. E por apresentar empreendimentos diferenciados e muito bem localizados, acredita-se que será possível manter uma boa velocidade de vendas.



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