São Paulo

Respeito ao rodízio é menor durante a noite, mostra análise da CET

Uns falam em indústria da multa, outros falam em abuso, outros concordam com as restrições. O fato é que o rodízio municipal de veículos já faz parte da vida do paulistano há 20 anos. É o dia em que muitos – muitos mesmo! – têm de se programar para não tirar o carro da garagem durante a manhã, entre 7h e 10h, e entre 17h e 20h.

Sim, muitos: é que um levantamento feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), divulgado na quarta-feira (9/5) no SP2, da Rede Globo, mostra que são 6,054 milhões de carros em toda a cidade – algo como mais de um carro para cada dois paulistanos (52 carros por 100 habitantes). Os dados são referentes a 2017.

O número total da frota, incluindo motos e caminhões, é de 8,602 milhões, no mesmo ano. Em 2017, o número era de 8,154 milhões.

Diante de um cenário que demanda cada vez mais estratégias de como solucionar o problema de nossas ruas, o rodízio é uma alternativa. A área compreende o centro expandido e, na Zona Norte, seu limite está na Marginal Tietê. Daí para cima, não existe rodízio.

O levantamento da CET analisou o respeito do paulistano em relação ao rodízio. Cerca de 14% dos motoristas não respeitam a restrição durante o horário da volta para casa, entre 17h e 20h. A análise foi feita em cinco vias de maior movimento, entre elas, a Av. Cruzeiro do Sul, em Santana, ilustrada nas fotos desta matéria.

Os condutores são mais obedientes durante o rodízio de manhã: a taxa é de 91% entre 7h e 10h. Já à noite, o respeito cai um pouco: 86%. Porém, esses números mudam de acordo com os lugares analisados pela CET.

Além do rodízio, a pesquisa revelou que houve queda de 7% no congestionamento entre 2016 e 2017. A Prefeitura considera que o rodízio ajudou nesse índice, e que medidas mais intensas de fiscalização podem contribuir para a redução do número de veículos nas ruas – ainda que a quantidade de carros só cresça.

Por outro lado, a queda não é um número tão expressivo, de acordo com a Rede Nossa São Paulo, em entrevista ao repórter César Menezes. Para a organização, o paulistano gasta em média três horas diárias no trânsito, e é preciso estimular políticas que inibam o uso do automóvel, ampliar a área e o tempo do rodízio e investir em transporte público.

fotos: Bruno Viterbo



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