Turismo

Salvador: irresistível cidade em que a história resiste

Com o axé de todos os santos, Turismo celebra a mais negra cidade do país

Salvador: o sotaque, o jeito manso, a culinária arretada, as festas, o Olodum… Tudo em Salvador se concretiza. A primeira capital do Brasil foi fundada em 1549 por Thomé de Souza, um dos primeiros povoados das Américas, com a participação de europeus, onde habitava Caramuru nos primeiros anos do século XVI. Palco de importantes acontecimentos históricos, transformou-se num centro de criatividade para a arte, música e folclore brasileiros. Seu conjunto arquitetônico e suas igrejas remetem o visitante ao passado, a maioria se tornou patrimônio histórico, onde muitos turistas podem ouvir as histórias contadas por guias locais.

Praias, festas e tradições culturais complementam as opções turísticas. A cidade se divide em alta e baixa: na parte alta fica o colorido Pelourinho, que é um bairro histórico e tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Possui centenas de casarões dos séculos XVII e XVIII, e abriga de museus a terreiros de candomblé, além de templos católicos que atraem estudiosos do mundo todo, nesse caso, a igreja de São Francisco, a obra barroca mais rica do País. No meio do caminho, o bairro do Rio Vermelho reúne os boêmios e os fãs dos mais famosos acarajés de Salvador. Para chegar à parte baixa de cidade é preciso passar por um dos cartões-postais de Salvador: o Elevador Lacerda.

As festas dão a sensação de carnaval o ano inteiro, com muitas cores, dança, homenagens desde ao Senhor do Bonfim até ao Rei Momo, Olodum e muita alegria. As comemorações religiosas são chamadas de Festas de Largo e incluem também missas e procissões. Além do carnaval mais famoso do mundo, Salvador tem o dom de transformar tudo em festa: há festa de sabores do tabuleiro da baiana, a festa dos ensaios abertos dos blocos, a festa do Candomblé e da devoção cristã, da capoeira, do pôr do sol no Farol da Barra, do artesanato, do patrimônio arquitetônico, das regatas, dos intelectuais e artistas baianos que ganham o mundo.

No quesito gastronomia, as ofertas vão muito além do bolinho recheado com vatapá e camarão seco. As receitas típicas mesclam ingredientes indígenas, africanos e portugueses, trazendo ao cardápio, bobó, moqueca e caruru, sempre com o cheiro do azeite de dendê.

fotos: Pixabay



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