Zona Norte

Santana: Importante motor no desenvolvimento de São Paulo

Um dos distritos mais conhecidos e importante da cidade de São Paulo completa 237 anos no dia 26 de julho. A região de Santana abriga importantes equipamentos para a cidade e para o Brasil, se destacam o Aeroporto Campo de Marte e o Complexo do Anhembi.

Como se não bastasse, Santana possui um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país e uma atividade econômica (PIB) que supera a de muitas capitais no Brasil devido ao comércio bem desenvolvido.

Foi também em Santana que funcionava a antiga Casa de Detenção Carandiru, demolido após o massacre que deixou 111 vítimas, dando lugar ao Parque da Juventude, que abriga importantes equipamentos públicos, como a Biblioteca de São Paulo e a ETEC Parque da Juventude.

A região se tornou um grande ponto de encontra da zona norte graças ao seu Terminal de Ônibus e ao acesso facilitado das diversas estações de Metrô. Além disso, seu comércio variado de produtos e serviços atrai pessoas de toda cidade.

Para contar um pouco mais sobre o bairro, o sociólogo e morador da região Osmar Araújo, fala que Santana se destaca por abrigar serviços e equipamentos “nobres” para a cidade. Segundo ele, a região se popularizou e se elitizou, “sendo povoada por famílias que passaram a morar casas simples, cortiços e favelas, mas também foi se formando uma elite que se concentra no alto de Santana”.

Atualmente, Osmar trabalha na ONG “Mudança de Cena”, no qual realiza atividades para todo os públicos, principalmente para os jovens em situação de vulnerabilidade social. Além disso, participa Programa Juventudes do SESC Santana e atua em redes de cultura da cidade, como o Fórum Cultural da Zona Norte.

Por fim, Osmar deseja continuar realizando ações culturais e sociais no território, para isso ele destaca que é necessário criar condições, com novos serviços, espaços e atividades.

“Na minha visão Santana tem uma grande oportunidade de entrar em um período de prosperidade novamente, mas para isso é necessário pensar a região de forma integral e inclusiva, algo que ainda está longe da gestão municipal, pois os planos de desenvolvimento ‘não chegam na ponta’. Nosso papel será de tentar incluir aqueles que em geral estão excluídos nesses processos”.

 

Fotos: Arquivo pessoal de Osmar Araújo



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