Saúde

São Paulo virulenta: veja dados sobre doenças e campanhas de vacinação

São Paulo vive duas campanhas de vacinação e dois momentos distintos: enquanto a que combate a febre amarela está longe da meta ideal na cidade, a da gripe, encerrada em 23 de junho, não alcançou o número correto para os primeiros públicos-alvo.

A febre amarela, que já levou a óbito seis de 13 casos autóctones (contraídos no município), ainda não atingiu a meta de vacinação: foram imunizados 6,6 milhões de pessoas na cidade, representando 57% do total e abaixo da meta de 95%, número considerado ideal pela Secretaria de Saúde. De acordo com a pasta, a campanha de vacinação segue em todas as 466 unidades básicas de saúde.

Já a campanha de vacinação contra a gripe atingiu 77,6% do público-alvo. Encerrada em 23 de junho, o índice é abaixo do esperado (de 90%). Em gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos a imunização está abaixo dos 60%. Outros grupos prioritários, por outro lado, observam números melhores: indígenas (117,5%), adultos com 60 anos ou mais (91%), e puérperas (89,2%).

Àqueles que ainda não se vacinaram, unidades de saúde ainda oferecem doses remanescentes a esses grupos. No total, foram aplicadas 2,92 milhões de doses que protege contra três tipos de gripe: H1N1, H3N2 e Influenza B.

Atualmente, a campanha foi ampliada para crianças de 5 a 9 anos de idade e adultos de 50 a 59 anos. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, em todo o ano de 2017 foram confirmados 402 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que sofrem notificação compulsória em instituições. Destes, 38 evoluíram para óbito.

Sarampo e Polio

A Prefeitura contradisse o que o Ministério da Saúde afirmou na última segunda-feira (2/7) sobre a cobertura da vacina contra a poliomielite em 2017. Enquanto o governo federal afirmou que 30,6% das crianças com menos de um ano de idade foram vacinadas, o município afirma que o número é de 84,8%. Os dois casos, porém, abaixo da meta de 95% indicada pelo Ministério.

O número abaixo da meta coloca a cidade em risco para a transmissão da doença. No país, a pólio não tem casos desde 1990. É fundamental que crianças menores de 5 anos sejam vacinadas. A primeira dose é aplicada quando bebês, aos 2 meses. A segunda, aos 4 meses de vida e a terceira, aos 6. O reforço é aplicado aos 15 meses e o segundo, aos quatro anos. As vacinas são obrigatórias.

Além dessas datas fixas, há campanhas anuais realizadas pelos órgãos públicos. As vacinas estão disponíveis em todas as unidades de saúde da capital.

De acordo com a Prefeitura, os dados do governo federal são menores pelo fato do Ministério usar outro tipo de sistema de informações, e que a administração municipal “tem enfrentado dificuldades com a interoperabilidade dos dados do SIGA [da Prefeitura] para o SIPNI [do Ministério], o que foi agravado com a nova versão do SIPNI”.

A Prefeitura também esclareceu casos de sarampo. De acordo com a Secretaria, “no momento não há surto, epidemia ou caso confirmado de sarampo residente na capital paulista”. Os casos pontuais em investigação não têm informações fornecidas por se tratarem de sigilo médico.

O Brasil, desde fevereiro, registra a circulação do vírus do sarampo em Roraima e Amazonas. Na Europa, há um surto e, nas Américas, a região foi considerada livre da doença viral aguda em setembro de 2016. Porém, os casos retornaram. O sarampo e a rubéola são doenças que exigem notificação imediata e obrigatória, em até 24 horas depois do atendimento.

Daqui um mês será realizada uma campanha de vacinação contra a poliomielite e sarampo, de 6 a 24 de agosto, seguindo o calendário federal e estadual de imunizações.

São Paulo virulenta: veja dados sobre doenças e campanhas de vacinação


Topo