Zona Norte

Será que vai? Governo de SP anuncia nova empresa responsável pela Linha 6-Laranja

Nesta sexta-feira (7/02) o governador João Doria (PSDB) anunciou que a empresa espanhola Acciona será a nova responsável pelas obras da Linha 6-Laranja. Paralisadas desde 2016, ela irá ligar a Brasilândia, zona norte, à São Joaquim, além de fazer conexões com duas outras linhas do Metrô e duas linhas da CPTM.

No mesmo anúncio, o governador declarou que as obras serão retomadas já neste ano, no entanto, em abril de 2019 ele havia feito essa mesma fala, na ocasião a promessa era até o final do ano passado.

Doria também destacou que a Linha 6-Laranja “é a maior obra de infraestrutura do país e de Parceria Público-Privada”, e garantiu que a retomada da obra “vai geral um total de 9 mil empregos, sendo 5 mil diretos e 4 mil indiretos”.

Paralisação

A paralisação da Linha 6-Laranja aconteceu com apenas 15% das obras concluídas. O motivo foi que o consórcio Move São Paulo perdeu financiamento devido as empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC – formadoras do consórcio na ocasião – estarem sendo investigadas pela Operação Lava-Jato.

Linha 6-Laranja

Ela ligará a Vila Brasilândia com São Joaquim. Sendo interligada entre as linha 1-Azul e 4-Amarela do Metrô e 7-Rubi e  8-Diamante, da CPTM. A nova Linha deverá atender a mais de 630 mil pessoas por dia.

A linha das universidades

A estação contará com 16 estações, ligando as universidades de São Paulo. As estações são: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba-Hospital Vila Penteado, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompéia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Angélica, Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista, São Joaquim.

Investigação

Em agosto de 2019 a juíza federal substituta Flavia Serizawa e Silva, da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, aceitou denúncia da Lava-Jato e tornou 13 executivos das construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e OAS e um ex-diretor do Metrô réus por corrupção em licitações das linhas 2, 5 e 6 do Metrô de São Paulo.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as irregularidades beneficiaram estas empreiteiras nas concorrências das ampliações das linhas 2-Verde e 5-Lilás e na concessão da parceria público-privada para a construção da Linha 6-laranja do Metrô.

Em nota, o MPF alega que a investigação contou a “colaboração do ex-diretor do Metrô e ex-assessor da unidade de parceria público-privada da Secretaria de Planejamento do Governo do Estado, Sérgio Correa Brasil, que admitiu ter recebido pagamentos das cinco maiores construtoras do país (além das quatro construtoras citadas, a Camargo Corrêa também é investigada, mas em inquérito separado) para favorecê-las em concorrências do Metrô enquanto ocupou cargos na companhia e na secretaria”.

Histórico

Na gestão do antigo governador Márcio França (PSB), foi declarado a caducidade da PPP (Parceria Público-Privada). Contudo o governador Dória (PSDB) prorrogou para até o dia 11 de novembro do ano passado o prazo de caducidade.

Segundo a Gestão Estadual, a prorrogação visa exclusivamente dar o tempo necessário para que as negociações sejam concluídas. Além disso o governador estuda alternativas para retomar as construções do Metrô. São elas:

  • A compra das ações da SPE por parte do Metrô;
  • A desapropriação pelo Estado das ações da SPE, nesses cenários necessidade de recursos do Estado é de R$ 2,25 bi (valor do ativo R$ 760 mi + reequilíbrio R$ 1,5 bi);
  • Manter a Decretação da Caducidade e sub-rogação do contrato de EPC pelo Estado, nesse cenário necessidade de recursos do Estado R$ 655 mi.

Inicialmente, a Linha 6-Laranja era para ser do modelo Parceria Público-Privada (PPP), igual a Linha 4-Amarela. A previsão para a entrega era até 2020. Até o momento, foram gastos R$ 1,7 bilhão no empreendimento e o BNDES disponibilizou R$ 1,75 bilhão para retomar a obra.




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