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SESC Santana: apresentações e bate-papos discutem HIV

Serão três dias de bate-papos, intervenções artísticas e performances para discutir o HIV. O projeto Visibilidade HIV será abordado de maneira informativa, além de construir uma ação humanizadora e durável. A ação também enfatiza o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, em 1º de dezembro.

A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1988, como forma de conscientização e alerta, além de trocar informações sobre o tema e criar o espírito de tolerância social. O SESC Santana está na Av. Luiz Dumont Villares, 579, e todas as atrações são gratuitas. Confira:

Cura (30/11, sexta-feira, às 18h)

A performance reflete sobre a saúde da população negra e o vírus HIV com a pintora, escultora, performer e educadora Micaela Cyrino. Nascida com HIV, a profissional se engajou na luta pelos direitos das pessoas com o vírus desde a adolescência. Faz parte do Coletivo Amem, que realiza trabalhos artísticos direcionados ao diálogo sobre direitos sexuais e mulheres negras soropositivas.

Performance e HIV (30/11, sexta-feira, às 19h)

O bate-papo com o atores Franco Fonseca (do coletivo Loka de Efavirenz) e Kako Arancibia (do coletivo Friccional), e Micaela Cyrino, vai discutir o tema utilizando o próprio corpo como plataforma, onde vão mostrar o processo de criação, realização e percepção das obras por eles criadas.

Agora Chupa essa Manga (1º/12, sábado, às 15h)

A intervenção vai mostrar realidade e ficção em uma exposição narrativa e análise poética e crítica. Aqui, a manga, assim como a maçã, é associada ao mito de Adão e Eva. O sentimento de culpa judaico-cristã acaba por punir o feminino e associar o que não é “masculino” ao pecado e, depois, ao castigo. Porém, também são os frutos do conhecimento. Há a discussão da construção tradicional de fatos e o discurso e imagem que formam a memória coletiva. A apresentação visa repensar a ordem socioafetiva do HIV, fugindo do olhar técnico sobre a doença.

Os avanços no tratamento e as lutas de quem convive com HIV (1º/12, sábado, às 16h)

A ação vai discutir se os avanços nos tratamentos para a cura do HIV são suficientes, e se as políticas públicas de enfrentamento ao vírus avançam em diálogo com as necessidades da população. O ator Herbet Castro (integrante do Canal das Bee, no YouTube), a mestrand@ em Antropologia Social na USP Pisci-Bruxa, e a psicóloga e autora da página Florescer, Rafaela Queiroz, discutem os temas.

Club PositHIVo (2/12, domingo, às 17h)

Desmistificar a ideia de transmissão proposital do vírus é o objetivo da performance Club PositHIVo. A apresentação traz a não criminalização daqueles que possuem o vírus, além de colocar o conceito de cuidado, afeto e corresponsabilidade. Circulando pelo espaço, artistas carregarão o escrito “soropositiva”, convidando as pessoas a compartilharem suas histórias de vida. Ao final, cada pessoa é convidada a fazer parte do clube e recebe uma “carimbada” com a sigla HIV. A performance com a atuação de Ezio Rosa, Flip Couto, Kako Arancibia e Micaela Cyrino.



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