Transição capilar: saiba todos os termos antes de assumir o cachos

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Mudanças são necessárias ao longo da vida, principalmente se tratando de superação, obstáculos ou novas fases. Com as madeixas não seria diferente, pois o cabelo é um dos componentes mais flexíveis do corpo, que pode passar por diversas mudanças especiais ou radicais, definindo um look ou assumindo novas “faces”. No entanto, em algum momento, pode ser decisivo ou necessário questionar se a química capilar proporciona a felicidade genuína, se é de fato necessária em uma determinada fase da vida, trazendo a indagação: “Fazer ou não fazer a transição capilar? Eis a questão!”.

Em “Felicidade por um fio” (disponível na Netflix), o filme exibe uma lição de como libertar-se dos estigmas e pressões sociais sobre os cabelos de forma bem realista e emocionante. É o momento de descobrir e afirmar que cabelo natural, seja cacheado, ondulado, enrolado ou crespo tem valor, saúde e personalidade.

Primeiramente, o mundo dos cabelos cacheados e crespos, é cheio de termos técnicos que podem se tornar dúvida em algum momento. Sendo assim, a profissional listou os principais, para ajudar na tomada de decisão sobre a transição capilar. Confira:

Cronograma capilar
A especialista explica que o cronograma é um dos processos mais importantes na transição. “Deve-se criar uma rotina de cuidados que tenha como objetivo repor nutrientes perdidos pelos cabelos e deixá-los mais fortes. Esse processo é composto por três etapas: hidratação, nutrição e reconstrução, que atua diretamente na reposição de água, lipídios e massa capilar”.

Cabelo com duas texturas
Em um determinado momento, o cabelo terá duas personalidades, sendo uma química e outra natural. De acordo com a especialista, não há um produto que torne tudo uniforme de primeira, mas orienta que: “O uso de cremes finalizadores para cachos ou cremes de pentear sem enxágue podem amenizar as duas texturas e isso fará com que o fio se acostume com a nova forma”.

Tabela de curvatura
A tabela classifica os cabelos a partir da curvatura dos cachos, dos mais abertos até os mais fechados, Karla explica que, na lista existem os tipos 2ABC (ondulados), 3ABC (cacheados), 4ABC (crespos) e 5 (crespos).

Big chop
É o grande corte da transição capilar, o momento em que você retira toda a parte alisada, ou com química, deixando os cachinhos livres.

Afro puff
“É um penteado para cabelos crespos que prende os fios com a ajuda de uma fita ou cadarço”, informa Karla.

Co-wash
É uma técnica de lavagem que não utiliza shampoo, e deixa os fios mais macios e hidratados. “Nesse método, o cabelo é higienizado com um condicionador limpante específico para a função. A intenção principal é fugir da ação dos sulfatos, petrolatos, parabenos e silicones presentes na composição de diversos produtos capilares” cita a profissional.

Day after
Karla orienta que o day after é a quantidade de dias em que os cachos duram após a última lavagem e pode ser considerado o tempo entre uma higienização e outra.

Fitagem
É um método de finalização que separa o cabelo em fitas. “Durante a aplicação do creme de pentear, separa-se o cabelo em mechas para deixar os cachos mais definidos”, comenta a especialista.

Low poo e No poo
Dentre as técnicas, são os termos mais comuns de pesquisa ao decidir pela transição. “Nesse processo, falamos em lavagem com baixa, ou nenhuma, quantidade de sulfato. Essa substância trata de uma limpeza muito profunda dos fios e pode acabar removendo nutrientes e óleos naturais das madeixas. Por isso, fazer a higienização dos fios sem o uso do sulfato, deixa o cabelo mais macio, sedoso e saudável”, afirma Karla. “Esses métodos possuem algumas restrições, portanto pesquise bastante ou consulte um especialista antes de aderir”, completa.

Método L.O.C. e C.O.G
São técnicas de finalização que buscam prolongar o day after. O método L.O.C. significa líquido, óleo e creme. É feita com a ajuda de um borrifador ou produto em spray para trazer hidratação, óleo para nutrir e o creme para definir os cachos. Já o método C.O.G. significa creme, óleo e gelatina. “Nesse caso, o resultado é ainda mais duradouro pois o creme define, o óleo nutre e a gelatina traz fixação para o cabelo”, salienta.

Texturização
São técnicas que formam cachos nos fios sem a ajuda de quaisquer ferramentas de calor. Karla comenta que “são ações essenciais durante a transição, pois ajudam a lidar com as duas texturas. Podem ser feitas com o próprio cabelo, com grampos, com a ajuda de acessórios, como bigudinhos, flexi rods, bobes e curl formes”.

Umectação
Por fim e não menos importante, tem a técnica que faz parte da etapa de nutrição do cronograma capilar e funciona como um banho de óleo, repondo os lipídios. “A umectação pode ser realizada com diversos óleos vegetais, como o de coco ou de oliva”, finaliza.