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Trânsito no Jaçanã atrapalha vida dos moradores há anos

Com o crescimento populacional do Jaçanã nas década de 80 e 90, surgiram bairros ao redor da região, entre eles o Jova Rural, Jardim Hebron, Jardim Felicidade e Vila Nova Galvão. Junto com este boom populacional, vieram os problemas de toda a metrópole: o trânsito.

Por conta disso, há muitos anos os moradores do Jaçanã sofrem com um trânsito recorrente na Rua Paulo Lincoln do Valle Pontin, conhecida como 73ª – Porque a via abriga a Delegacia de Policia 73ª. O congestionamento não acontece exatamente naquela Rua, mas sim no cruzamento da Rua Mario Lago x Rua Ari da Rocha Miranda, no CEU do Jaçanã.

Outro ponto importante é que a Rua Mario Lago também da acesso a Rodovia Fernão Dias, por conta disso o saturado, já congestionado, também recebe veículos de grande porte, causando vários problemas.

O morador do Jova Rural, Daniel Venâncio, sabe muito bem como o congestionamento funciona “Já fiquei duas horas parado”. Segundo ele a solução é esperar, porque o morador não tem como fugir do trânsito.

Para escapar do que ele chama de “caos”, o líder comunitário e morador da Vila Nova Galvão Djair Almeida vai aos compromissos de bicicleta. “Ali é um caos, não tem calçada, as pessoas dividem espaço com os carros”.

Nas redes sociais, moradores estão tão acostumados de passar nervoso com o congestionamento que resolveram fazer piadas como:

Até quem não mora nesses bairros também sofrem com o trânsito da 73ª. O professor e músico Vinicius Souza é morador do Jardim Cabuçu e já passou apuros com o congestionamento “Em horário de pico fica tudo parado”. Assim como Djair, ele também utiliza bicicleta para não ficar preso na avenida.

Segundo o músico, em uma das ocasiões ele iria fazer uma apresentação no CEU do Jaçanã, mas acabou perdendo a hora. “O que demoraria 20 minutos pra chegar, levamos 1h30”.

O que a CET diz

A Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) diz que a região passou por mudanças nos últimos anos como forma de aliviar o trânsito do local. Entre as principais esta construção de uma praça, que hoje tem o nome de Sebastião Tonetti (usada como dormitório por pessoas em situação de rua), para permitir a circulação em forma de rotatória com acesso às vias Rua Maria Amália Lopes Azevedo, Rua Paulo Lincoln V Pontin, Rua Mario Lago e Av. Antonio Cesar Neto.

Porém, segundo Venâncio as mudanças não tiveram muito impacto no congestionamento “Aquela Rua que fizeram atrás da 73ª não adiantou pra nada praticamente. Deu uma diminuída, mas não tanto, porque no horário de pico todos travam na rotatória”

Outra transformação foram as retiradas de postes de energia elétrica na Rua Mario Lago para ampliar os raios de giro para veículos de grande porte. “Além disso, na rua também foi realizado alargamento em frente ao CEU Jaçanã para permitir a ultrapassagem dos ônibus para embarque e desembarque de passageiros, além da sinalização vertical e horizontal correspondente”.

A CET confirma que o problema está na ponte que liga aos bairros citados no inicio do texto, mas não apresentou proposta em relação a isso. Na mesma nota, a CET informa que no dia “8 de abril os semáforos localizados nos cruzamentos da Praça Sebastião Tonetti, foram reparados. E que há projetos semafóricos em elaboração para os cruzamentos da Rua Paulo Lincoln do Valle Pontin, com as ruas Emília Machado de Figueiredo, com a Jayme Roso e com a Alcy Borges dos Santos”.

Fotos retiradas da página das redes sociais Jova Rural 



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