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Uma jornada espiritual à mística Índia

Este país icônico, controverso e extremamente religioso tem seus primeiros registros históricos datados de muito antes da era cristã, com civilizações que foram sendo formadas ao redor daquele território onde o Hinduísmo, o Budismo, o Jainismo e o Sikhismo estão entre as principais religiões.

Com 1,324 bilhão de habitantes, a Índia é instigante para o mundo ocidental – ao passo que é movida pela espiritualidade e tem um lado bastante desenvolvido, também vê condições sub-humanas, segregação e nenhuma condição de ascensão social em virtude do sistema de castas que ainda prevalece no país.

A relação com o Ocidente foi estreitada, sobretudo, em razão da colonização inglesa no período de 1858 a 1947. Até que Mahatma Ghandi, líder espiritual e pacifista, conseguiu, sem armas, implantar o Estado indiano moderno, tornando-se um mártir da luta pela paz no mundo.

A Índia é um país de cores por todos os lados. Tantas nuances como a paleta de cores dos degradês sociais que pintam gente ostentando ouro e pedras preciosas ao lado de quem não tem sequer banheiro em casa. Na capital Nova Delhi, um excitante colorido de tecidos e adereços se ergue num emaranhado de tendas ou veste transeuntes que entram e saem de modernos edifícios ou templos e palácios que cruzaram os séculos. Somam-se os aromas de iguarias intrigantes espalhando deliciosos odores no ambiente. Na rua, alguns turistas até arriscam experimentar alguns; outros preferem se limitar aos restaurantes, por precaução.

Saindo dali, em Agra, está o Taj Mahal. Ao contrário do que muitos pensam, não é um templo religioso, tampouco um palácio. O mais expressivo símbolo indiano é, na verdade, um mausoléu e considerado a maior prova de amor do mundo, construído pelo imperador Shan Jahan em memória de uma de suas esposas. Uma das sete maravilhas da Terra.

O Rio Ganges, por sua vez, é o grande monumento natural da vida religiosa, cujo epicentro é a cidade de Varanasi. Lá acontecem rituais que atraem milhões de pessoas todos os anos para banharem-se em suas águas, por acreditarem na purificação de seus corpos e almas. E em todas as manhãs, suas margens reúnem indianos locais que mergulham e rezam por sua jornada evolutiva.

No entanto, o sagrado Ganges também é um cemitério fluvial, pois recebe corpos que terão seu leito como última morada. É comum haver cerimônias de cremação nas margens, porém nem sempre os restos mortais são completamente incinerados. Isso, somado a tudo que é depositado no rio faz do Ganges um dos mais poluídos do mundo. Mesmo assim, um lugar surreal.

Do Ganges para Bodhgaya, o lugar mais importante de peregrinação budista, onde Sidarta Gautama, o fundador do Budismo, teria criado a filosofia. A principal atração é o templo Mahabodhi. Ali, sob a figueira milenar chamada Bodhi, Gautama teria alcançado a iluminação. A cabeça de Buda está esculpida em arenito junto ao seu tronco.

Para terminar um roteiro curto ao território indiano, uma viagem de trem a Amristar levará ao templo Dourado, considerado o mais sagrado para os seguidores do Siquismo – religião monoteísta que rejeita o sistema hindu de castas.



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