Imóveis

Venda de imóvel usado cresce pela primeira vez em janeiro em nove anos

Segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP), as vendas de casas e apartamentos cresceram 6,61% em janeiro de 2018 em relação ao mês passado, primeiro resultado positivo para os meses de janeiro desde 2009. Outro marco histórico estabelecido pela pesquisa que o CRECI-SP fez com 290 imobiliárias da cidade foi o aumento de 23,09% no preço médio do metro quadrado dos imóveis vendidos em janeiro em comparação com dezembro do ano passado. Esse foi o maior aumento desde julho de 2010, quando esse valor foi divulgado pela primeira vez.

O Presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, lembra que uma coisa (venda em alta) explica outra (preço em alta), mas esse não é, certamente, o único motivo para a reversão do histórico negativo de vendas registrada em janeiro deste ano. O mercado imobiliário não funciona como um algoritmo, com programação que possa prever quando e onde haverá aumentos e quedas.

O PIB do Brasil havia crescido 7,5% em 2010 comparado a 2009, mas em janeiro de 2011, mesmo com as previsões de que o crescimento continuaria (o PIB fechou positivo o ano em 4%), as vendas de imóveis usados na capital paulista encolheram 28,56% em comparação com dezembro de 2010. Segundo Viana Neto, na decisão de comprar pesam também fatores emocionais, a oportunidade de compra por necessidade de mudança de endereço, o acesso a recursos não previstos ou a desova do que se estava guardando para um momento oportuno, entre outros.

O uso de recursos próprios na compra está claro na pesquisa CRECI-SP. O crescimento de 6,61% nas vendas de janeiro último foi bancado essencialmente por compradores que usaram recursos próprios para adquirir suas casas e apartamentos. As compras à vista representaram 55,56% do total de negócios fechados nas 290 imobiliárias pesquisadas, que venderam no mês 69,44% em apartamentos e 23,09%, em casas. As vendas com financiamento bancário somaram 38,89% e as feitas com pagamento parcelado pelos proprietários, 5,56%.

Os mais vendidos

Em janeiro, segundo a pesquisa CRECISP, 52,78% dos imóveis usados vendidos na Capital custaram aos compradores até R$ 600 mil. A divisão dos imóveis vendidos por faixas de preço apontou predominância – 59,15% – daquelas até R$ 7 mil o metro quadrado. Os descontos concedidos pelos donos dos imóveis vendidos em janeiro aumentaram em relação às médias de dezembro em duas das cinco regiões que compõem a pesquisa CRECISP. Esses descontos são concedidos sobre os preços originais de venda.

A maioria dos apartamentos e casas tem padrão construtivo médio (77,78%), 12,5% são do padrão standard e 9,72% do padrão luxo.

A pesquisa CRECI-SP apurou que imóveis usados de dois dormitórios foram os mais vendidos nos bairros da Zona B (4,17%) e que os de três dormitórios dominaram as vendas nas Zona A (12,25%), E (2,78%) e Zona C (19,44%, onde houve empate com o mesmo percentual com os imóveis de quatro dormitórios). Na Zona D, os tipos mais vendidos foram os de um e três dormitórios (empatados com 5,56%).



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