Imóveis

Vendas de imóveis usados apresentam o melhor resultado em 5 anos em SP

Comparado a fevereiro, o mês de março apontou crescimento de 23,18% nas vendas de imóveis usados na cidade de São Paulo. O resultado das vendas acumuladas em janeiro, fevereiro e março chegou a 36,53%, consolidando o melhor trimestre em cinco anos.

As pesquisas foram feitas com imobiliárias consultadas pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP).

Desde o início a recessão econômica em 2014, as vendas de casas e apartamentos vinham fechando os primeiros trimestres com resultados negativos: -36,64% em 2017, -21,93% em 2016, -31,64% em 2015 e -7,2% em 2014.

A pesquisa do CRECISP apurou que as 291 imobiliárias da capital consultadas venderam em março 73,68% em apartamentos e 26,32% em casas. Outro dado positivo da pesquisa foi a queda de 8,93% dos preços do metro quadrado dos usados em comparação com fevereiro.

Segundo o CRECISP a reversão desse efeito gangorra, de crescimento seguido de queda, está em linha com a retomada da economia iniciada, ainda timidamente, nos últimos meses do ano passado. Maior confiança e previsibilidade econômica, juros no menor nível histórico, inflação sob controle e melhoria nos indicadores de emprego influenciam a decisão de compra de bens mais caros, como os imóveis.

O Conselho destaca também a “influência inegável” nos resultados do primeiro trimestre da queda dos preços, o que indica a percepção que os proprietários tiveram da necessidade de ajustar o preço desejado por seus imóveis ao preço que o mercado pode pagar, sempre uma condicionante para que se efetive a venda.

Os mais vendidos

Os imóveis mais vendidos em março na capital paulista foram os que custaram aos compradores até R$ 500 mil. Eles representaram 54,74% das vendas efetivadas nas 291 imobiliárias pesquisadas pelo CRECISP. A maioria dessas casas e apartamentos foi negociada por valores finais de até R$ 6 mil o metro quadrado (59,78% do total).

As vendas feitas com pagamento à vista somaram 58,95% do total, enquanto que as financiadas por bancos totalizaram 38,94%. Uma parcela minoritária, de 2,11%, foi vendida com pagamento parcelado diretamente para os donos dos imóveis.

A maioria das casas e apartamentos usados vendidos (67,37%) era do padrão construtivo médio, seguido do standard (16,84%) e do luxo (15,79%). Os imóveis de dois dormitórios foram os mais vendidos nas Zonas A (12,63%), C (10,53%), D (12,63%) e E (3,16%). Na Zona B, os mais vendidos foram os de três dormitórios (18,95%).

Locação de imóveis residenciais cresce pelo segundo mês seguido em SP

A locação de imóveis residenciais cresceu pelo segundo mês consecutivo na cidade de São Paulo. Em pesquisa feita com 291 imobiliárias, o CRECISP apurou alta de 8,09% na quantidade de casas e apartamentos alugados em março em relação a fevereiro, quando houve expansão de 28,59% na comparação com janeiro. Neste primeiro trimestre, o saldo de novas locações está positivo em 19,29%.

Do total de imóveis alugados, 58,09% eram apartamentos e 41,91%, casas. Em comparação com fevereiro, os aluguéis aumentaram 0,91% em março.

Os imóveis mais alugados em março na capital foram os de aluguel mensal de até R$ 1.400, correspondendo a 57,7% do total de novos contratos, segundo a pesquisa CRECISP. Dentre todos os tipos de imóveis alugados, o que ficou com o aluguel mais caro em março foram os apartamentos de três dormitórios em bairros como os Jardins. Em fevereiro, esse tipo de imóvel era alugado em média por R$ 3.240,43, valor que subiu para R$ 5.188,89 em março, ou 60,13% a mais.

A maior queda se deu no extremo oposto, que agrupa bairros afastados do Centro. Os apartamentos de três dormitórios foram alugados em média por R$ 1.016,67 em março, valor 37,75% menor que os R$ 1.633,33 de fevereiro.

No segmento de casas, o aluguel que mais subiu em março comparado a fevereiro foi o de residências de dois dormitórios situadas em bairros da Zona E, como Brasilândia e Grajaú. O aluguel médio passou de R$ 1.037,93 para R$ 1.253,57, alta de 20,78%. As de 3 dormitórios situadas em bairros da Zona C, em bairros como Aeroporto e Mooca, foram as que tiveram maior queda no aluguel médio, de 20,61%. O valor mensal caiu de R$ 2.250,00 em fevereiro para R$ 1.786,36 em março.

Fonte: Assessoria de imprensa CRECISP



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