Brasil

Zona Norte como parte da história do Brasil

No dia 7 de setembro, os brasileiros comemoram 196 anos da Proclamação da Independência, proferida por Dom Pedro I em 1822. Nesse dia, durante viagem de Santos para São Paulo, Dom Pedro I recebeu uma carta da Coroa Portuguesa, a qual anulava a Constituinte e pedia a volta imediata do príncipe à sua terra natal, caso contrário tropas portuguesas invadiriam o Brasil.

Estando às margens do riacho Ipiranga, Dom Pedro proclamou a Independência com a espada em punho e o grito: “Independência ou morte!”. Um momento histórico para o país, que a partir daquele dia deixava, definitivamente, de ser uma colônia de Portugal.

Quem alertou Dom Pedro I sobre os planos dos portugueses foi a Imperatriz Maria Leopoldina. Ela, que estava no comando do País no Rio de Janeiro, do dia 13 de agosto de 1822 até o Dia da Independência, convocou o Conselho de Estado para anunciar, com o aval de outros ministros, a separação entre Brasil e Portugal.

Leopoldina tomou essa decisão por conta das ameaças feitas por Portugal se o casal real não voltasse ao seu país. Então, juntamente a José Bonifácio, enviou um mensageiro a São Paulo para informar Dom Pedro I.

Diga ao povo que fico

O Dia do Fico representa um dos mais importantes passos rumo à Independência do País, o que aconteceu em 09 de janeiro do mesmo ano, 1822.

A Corte Portuguesa queria reverter o estatuto do Brasil novamente para colônia e estava exigindo que D. Pedro I voltasse imediatamente para Portugal. O Príncipe Regente relutou e não aceitou o pedido, proclamando a famosa frase: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico”. A expressão marcou aquele como o “Dia do Fico”, data posteriormente incorporada ao calendário brasileiro de datas comemorativas.

Depois do Dia do Fico, muitas foram as medidas e condições que verdadeiramente assombravam a nação, que teria que lutar pela sua independência.

Zona Norte como parte da história

No século XVIII, o bairro de Santana abrigou o Solar dos Andradas, casa de José Bonifácio de Andrada e Silva – homem de confiança do Príncipe Regente Dom Pedro que teve papel decisivo na campanha que resultou no “Dia do Fico” e, principalmente, na coordenação da luta pela separação entre Brasil e Portugal.

Foi ali que o Patriarca da Independência escreveu a carta pedindo a permanência de Dom Pedro I no Brasil. Atualmente, no local (Rua Alfredo Pujol, 681) encontra-se o quartel do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR/SP).

 7 de setembro: aproveite a data e viaje pela história

Aproveite a data da Independência do Brasil e assista ao Desfile Cívico, ou conheça alguns locais por onde Dom Pedro I passou, se hospedou e gritou o famoso “Independência ou Morte”.

 Desfile Cívico e Militar

No dia 7 de setembro, às 9h30, acontece o tradicional “Desfile Cívico e Militar de Sete de Setembro”, no Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo (Sambódromo do Anhembi).

O evento conta com cerca de oito mil pessoas participantes do desfile cívico, com apresentação de diversas entidades civis, alunos das redes municipal e estadual de ensino e do Senai, associações de caráter militar e escolas militares.

O evento tem entrada gratuita ao público e a capacidade total do local é de 30 mil pessoas nas arquibancadas.

Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Santana

Fone: 2226-0500

 

Parque da Independência

Na Colina do Ipiranga, junto ao Riacho do Ipiranga, D. Pedro I declarou o país independente de Portugal em 1822. Tombado pelo CONDEPHAAT, CONPRESP E IPHAN, o parque é um marco histórico nacional.

A primeira parada é o Parque da Independência. Afinal, foi na Colina do Ipiranga, às margens do riacho que leva o mesmo nome, que D. Pedro I puxou a espada e determinou que o Brasil não seria mais uma colônia portuguesa. Em sua área está a Casa do Grito (SMC), o Monumento da Independência e Cripta Imperial, o Museu Paulista e, nos limites do parque, o Museu de Zoologia (USP). Ainda possui praça para eventos, pista de cooper, playground e área de estar.

Endereço: Avenida Nazareth, s/n – Ipiranga

Fone: 2273-7250

 

Pateo do Collegio

Foi no Pateo do Collegio que a cidade de São Paulo foi fundada, em 25 de janeiro de 1554. Nesse dia, os padres jesuítas Manoel da Nóbrega e o jovem José de Anchieta, em sua missão de catequização dos indígenas do planalto, rezaram uma missa e fundaram uma igreja e um colégio, marco da fundação da cidade.

Anos após, o prédio passou por várias modificações até a desapropriação da igreja pelo governo, demolição parcial e construção do conjunto que se tornou a primeira sede do Governo Paulista.

  1. Pedro I esteve hospedado lá durante onze dias, a partir de 25 de agosto de 1822. Pouco tempo depois, no dia 7 de setembro daquele ano às margens do córrego do Ipiranga, o imperador proclamaria a Independência do Brasil.

Endereço: Pç. Pateo do Collegio, nº 2

Fone: 3105-6899

 

Solar da Marquesa de Santos

No local é possível encontrar utensílios domésticos, parte do mobiliário e até mesmo a banheira utilizada por Dona Maria Domitila de Castro e Mello, que entrou para a história como amante de Dom Pedro I. O Príncipe, que até então era casado com a Imperatriz Leopoldina, deu à sua amante diversos títulos, entre eles, Marquesa de Santos.

A casa que foi de Domitila entre 1834 e 1867 foi palco para diversas festas luxuosas para pessoas importantes da sociedade na época e hoje é sede do Museu da Cidade de São Paulo, na região da Sé, na antiga Rua do Carmo, que atualmente se chama Roberto Simonsen.

Endereço: Rua Roberto Simonsen, 136

Fone: 3241-1081



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