Zona Norte

Zona Norte é campeã em casos de Sarampo, Tremembé lidera ocorrências

A Zona Norte é a região que mais concentra casos de Sarampo na cidade de São Paulo, segundo pesquisa da Prefeitura. O estudo leva em conta dados coletados até o dia 06 de agosto. Ao todo, foram registrados 338 casos na região, mostrando uma grande distância da zona sul, com 206 casos e segundo lugar da pesquisa.

O bairro que lidera o registro de Sarampo é o Tremembé, com 56 casos, seguidos de Cachoeirinha (35), Jaçanã (31), Brasilândia (28) e Vila Maria (27). Na época da pesquisa a Capital Paulista havia registrado 995 casos, atualmente este número saltou para 1637.

De acordo com Solange Saboia, coordenadora da Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a zona norte foi a região que teve mais ações de bloqueio por apresentar mais casos da doença.

Confira os dados completos da SMS:

Zona Norte: 338 casos

  • Tremembé: 56
  • Cachoeirinha: 35
  • Jaçanã: 31
  • Brasilândia: 28
  • Vila Maria: 27

Zona Sul: 206 casos

  • Saúde: 24
  • Jabaquara: 22
  • Vila Mariana: 19
  • Ipiranga: 16
  • Vila Andrade: 15

Zona Leste: 190 casos

  • Tatuapé: 14
  • Vila Formosa: 13
  • Mooca: 12
  • Penha: 12
  • Carrão: 10

Zona Oeste: 130 casos

  • Perdizes: 25
  • Lapa: 16
  • Jardim Paulista: 14
  • Rio Pequeno: 11
  • Butantã: 10

Centro: 56

  • Bela Vista: 11
  • Santa Cecília: 11
  • Liberdade: 9
  • Cambuci: 8

3 vítimas 

Desde 1997, a cidade de São Paulo não havia registrado uma morte provocado pelo Sarampo, porém, até agora, três vítimas foram confirmadas, sendo uma na quarta-feira (28/08) com um homem e mais recente, sexta-feira (30/08), com dois bebês, sendo um de 9 meses, da capital paulista, e um de 4 meses, de Barueri.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), o estado possui 2.457 casos, sendo que 1.637 estão Capital. Atualmente, o órgão declarou que 10.608 casos suspeitos de Sarampo estão em investigação pelo Estado. Os dados da SES mostram que o maior percentual de casos confirmados são de jovens entre 15 e 29 anos, o que corresponde a 47% do total.

Campanha

A SMS havia decidido prorrogar a campanha de vacinação até o dia 31 de agosto. Ela é destinada para crianças de 6 a 11 meses e jovens de 15 a 29 anos de idade.

Para frear o aumento dos casos na cidade de São Paulo, a SMS adotou diversas estratégias, como a instalação de postos volantes em locais de grande circulação de pessoas, como estações de trens, metrô e terminais de ônibus, além da ida de uma equipe de saúde em creches, escolas e universidades.

As ações de bloqueio acontecem quando há notificação de casos suspeitos. Elas têm objetivo de interromper a transmissão da doença, independente da confirmação do diagnóstico. Os bloqueios são realizados na residência do paciente sob suspeita e nos locais frequentados por ele, como escola ou trabalho. Até 1º de agosto, foram realizadas mais de 3 mil ações deste tipo.

O sintomas do Sarampo pode ser confundido com uma gripe, o que pode confundir as pessoas que estão com a doenças. Além disso ela é altamente contagiosa, no qual a transmissão se dá por meio da saliva ou secreções expelidas quando o infectado espirra, tosse ou fala.

Segundo a Prefeitura, a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, está disponível nas unidades de saúde. Para pessoas entre 1 a 29 anos, ela é aplicada em doses duplas. Entre pessoas com 30 e 59 anos recebem apenas uma dose.

Nesta semana o Ministério da Saúde começou a enviar 1,6 milhão de doses extras da vacina tríplice viral a todos os estados. Nos 13 estados que estão em situação de surto, serão destinadas 960.907 mil doses. Desse total, 56% já foi enviado para São Paulo, que concentra 99% dos casos.




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