São Paulo

Projeto Vizinhança Solidária é tema de monografia

Estimular a cooperação entre vizinhos afim de garantir a segurança de todos em meio a uma crescente sensação de insegurança. Essa é a tônica do projeto Vizinhança Solidária, presente em 90 ruas e áreas (ou núcleos) da Zona Norte, visando a prevenção e diminuição de crimes. Aliás, como curiosidade: duas datas próximas tem tudo a ver com o tema: dia 20 é o dia do vizinho e, dia 21, da habitação.

A iniciativa, em andamento desde 2003, foi tema de monografia apresentada pelo Comandante da 2ª Companhia do 43º BPM/M Capitão PM Marcelo Reco, no Centro de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, na última sexta-feira (11/8).

O Vizinhança Solidária começou, na Capital, em 2009, no bairro do Itaim Bibi, e se espalhou para fora da cidade. Com o projeto, a expectativa é que a colaboração entre moradores ajude a reduzir os crimes e, consequentemente, aumente a integração com a Polícia Militar.

Responsável por uma área que abrange distritos díspares, como Alto de Santana e Vila Albertina, o Capitão PM Marcelo Reco explicou que não é uma tarefa simples. Afinal, muitas pessoas se sentiam receosas com a iniciativa.

Depois, afirma, “as pessoas começaram a se sentir inseridas em um contexto e começaram a ligar para o 190. A gente percebeu que se sentem mais próximas”.

Entre as formas de contato, o uso do WhatsApp permite que sejam trocadas informações entre os líderes (ou tutores) que são instruídos pela polícia sobre prevenção primária de crimes.

O líder também é o representante da vizinhança nas reuniões dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg).

Se por um lado a troca de mensagens é instantânea, por outro poderia afastar os moradores dos encontros. Poderia. De acordo com Reco, dicas e informações são compartilhadas para que a vizinhança fique curiosa acerca dos temas das próximas reuniões, tornando a participação mais efetiva e colaborativa.

Em alguns casos, conta, “tem gente que fica para fora das reuniões”, depois da implantação do projeto. O Vizinhança Solidária acabou por unir os moradores, que tomaram mais liberdade para se encontrarem nas portas das casas – como antigamente, coisa que em tempos recentes não se sentiam seguros.

Comandante da 2ª Companhia do 43º BPM/M Capitão PM Marcelo Reco

Para o orientador Coronel PM Sillas Bordini, a importância do trabalho é grande, já que “existe pouca literatura sobre policiamento preventivo”. “Tem contato com a população, e pode fazer a diferença para a população daquela região. O seu trabalho tem custo baixo, precisa de vocação, e torcemos para que seja mais divulgado e atinja mais batalhões que estejam dispostos a fazer a diferença em suas comunidades”, afirmou Bordini.

A apresentação da monografia também contou com a presença do deputado federal Major Olímpio (SP-SP) e da presidente da Associação Paulista dos Servidores do Estado e dos Municípios de São Paulo (Pauliserv-SP), Ana Angela.

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui ou neste link, com informações do site da Polícia Militar.



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