Cão Cidadão

Como evitar que o pet seja intoxicado?

Por Joilva Duarte, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

A melhor forma para evitar intoxicação do pet é por meio da prevenção. Ao levar um animal de estimação para a casa, tenha a certeza de que o ambiente está seguro.

Mantenha fora do alcance do peludo plantas que podem fazer mal, produtos químicos e materiais tóxicos. Além disso, caso ocorra algum contratempo, evite medicar o seu pet sem consultar um veterinário antes.

Todos que têm pets, principalmente os cães, sabem como é difícil lidar com aquela carinha de pidão que eles fazem na hora em que estamos comendo. Quando cedemos, temos a resposta de que nós, tutores, agindo dessa forma, estamos alimentando este comportamento ruim do amigo, ou seja, em outras palavras, a culpa acaba sendo nossa por liberar os “pedacinhos” que ele tanto quer.

Tóxicos

Muito cuidado com esta atitude, pois, além de desencadear no animal o comportamento de pedir comida o tempo todo, alguns alimentos comuns para nós são extremamente nocivos para eles, como chocolate, uvas, sementes, caroços, temperos, alho, cebola, entre outros.

Produtos químicos de limpeza em geral, inseticidas ou qualquer tipo de veneno devem ser mantidos fora do alcance de seus pets. Algumas plantas também são toxicas, como a comigo-ninguém-pode, espirradeira, azaleia, tulipa e narciso.

Remédios de uso humano também podem ser muito nocivos. Evite medicar o seu pet sem o consentimento de um veterinário, pois o organismo dele não metaboliza algumas substâncias, como o diclofenaco, nimesulida e ibuprofeno, que são os mais comuns. Na dúvida, procure orientação médica.

Gatos que têm acesso à rua também podem consumir algum alimento tóxico, então, muito cuidado! Caso perceba qualquer alteração comportamental, procure um especialista.

Sintomas

Para garantir que o amigo de quatro patas esteja bem, avalie sempre como ele está física e psicologicamente. É possível detectar se ele consumiu algo tóxico quando demostra apatia, fraqueza, alterações neurológicas, pupilas dilatadas, salivação intensa, vômitos, tremores e até convulsões.

Se perceber qualquer um desses sintomas, corra para um veterinário! Não dê remédios caseiros. Somente um profissional pode diagnosticar e iniciar o melhor tratamento para cada caso.

E lembre-se: prevenção é sempre o melhor remédio. Busque manter a casa preparada para o pet, ou seja, objetos, medicamentos, produtos e plantas fora de seu alcance, além de investir no adestramento, uma vez que um cão educado entende seus limites e, consequentemente, reduz muito as chances de se intoxicar com algo nocivo à saúde. Treinar comandos como o “Não” e o “Fica” podem te ajudar nessa missão.



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