Zona Norte

Febre amarela faz novas vítimas na região

Três novos casos autóctones (adquiridos na própria cidade) de febre amarela foram registrados no mês de março. As informações são da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo. A capital paulista totaliza onze casos autóctones da doença, sendo que sete evoluíram para óbito. Entre os novos óbitos está o de um senhor de 73 anos, residente de Santana.

As demais confirmações da doença na cidade são de oito homens e duas mulheres, todos moradores da Zona Norte. A região foi a primeira a receber a campanha contra a febre amarela, em setembro do ano passado e segue com a maior cobertura: já imunizou 84,9% do público-alvo.

É importante ressaltar que todos os casos registrados são de febre amarela silvestre.

Segundo a pasta, até hoje foram vacinadas 52,5% dos moradores da capital e a meta é chegar aos 95% ainda neste primeiro semestre. Atualmente a ação preventiva está disponível em toda a cidade.

Casos de dengue, zika e chikungunya caem em SP

Enquanto a febre amarela avança fazendo novas vítimas por todo o país, os casos de dengue registraram queda de 99% no Estado.

Os dados, publicados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, apontam que em 2018, até a primeira quinzena de fevereiro, foram confirmados 1.358 casos. O maior número de casos de dengue foi registrado em 2015, com 678.031. Desde então, os números foram diminuindo e registraram queda de 99% em dois anos.

Já na Capital, foram registrados 46 casos autóctones no primeiro trimestre. O número é cerca de três vezes menor que no mesmo período do ano passado. Ao longo de todo o ano de 2017, foram notificados 846 casos autóctones da doença, sem registro de morte pela doença, contra 16.283 em 2016, uma redução ainda mais significativa, de quase 95%.

Zika: em todo o ano de 2017, foram confirmados apenas três casos autóctones da doença na cidade, contra dez do ano anterior, apresentando redução de 70% da doença.

Chikungunya: até o momento não foram notificados casos de chikungunya autóctone na cidade. No ano passado, neste mesmo período, foram constatados quatro casos, com uma queda de 92% em comparação a 2016, com 50 notificações de autóctone. No mesmo período de 2018, não houve notificações.

Os dados são importantes avaliadores, porém é preciso continuar com a prevenção, ou seja, não deixar água parada para que o mosquito não nasça. É importante lembrar que não existe vacina para dengue, chikugunya e zika, como no caso da febre amarela, que também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti. A prevenção por enquanto é o melhor remédio.

Fontes: Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo; Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Foto (topo): Marcos Santos/USP Imagens



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