Caminhando com Versos

O que sobrou da Revolução

O narrador e poeta Kléuber Ricardo presta uma homenagem aos 86 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. Dê o play e acompanhe!

O que sobrou da Revolução

Do que valeu, Martins, Miragaia, Drauzio e Camargo

Dar a vida e a juventude, em defesa do estado do Vargas

Que tão pouco fez, pela honra e bravura impar da época

Homenagem pós morte, só fica na lembrança do momento.

Deles, fizeram apenas uma sigla, com as iniciais M.M.D.C.

Até a avenida, a qual, marca o dia da fatalidade, teve embargo

Aos nomes da coragem, o tempo corroeu, a importância amarga

Nos vinte e trez de maio. Em nove de julho, explodia a bazuca

Tal crueldade relata o fato, nunca a vida, o que causa espanto

Valorizaram a morte, dizendo não a vida, dos que morreram. Pelo quê?

 

A Revolução constitucionalista, de um mil novecentos e trinta e dois

Manchou, a esperança do povo, criando no sangue, um estado bravo e nervoso

Armas nas mãos, de gente em construção, que seguiam um comando

Sou cidadão, escreveram a lápis, a primeira constituição

Paulista, os senhores do café, coronéis de plantão, de olho no depois

O que ficou nas memórias, o tempo apagou, guardaram no estojo

A valentia dos heróis da história, eficientes no sentimento do novo

Hoje a guerra é fria! No silêncio da moral! Do caráter! No descaso! O abandono

Até criaram feriado em cima da página que estampou a vergonha desse chão

Porque, os sinos que gemeram ontem, ecoam agora pelo que sois.



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