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Ramaster de Onimusha: Warlords traz nostalgia Capcom


Uma história samurai comovente, com a mecânica de Resident Evil

Há duas lembranças imediatas quando penso em Capcom. A primeira consagra minha adolescência e um arcade perto de casa com Ryu e sua turma que me faziam sonhar as vozes abafadas Shoryukens produzidos em uma escala grave que saiam de dentro daquela caixa fascinante e engolidora de meu pobre dinheiro. Já a segunda remete ao meu retorno em consoles, quando tremia de sustos no primeiro Resident Evil.

Porém Capcom sempre foi muito mais que isso. E sua época de ouro na grandiosidade do mercado doméstico além dos arcades aconteceu em meados de 2001, quando Onimusha: Warlords, um dos diamantes de uma boa era da produtora, era lançado. Naquela época, Devil May Cry “gritava” pelo mundo, qual também seguia a linha mecânica de Resident Evil.

O jogo remasterizado lançado esta semana e disponível para PS4, Xbox One, Switch e PC não traz consigo inovações. Pelo contrário, parece que a japonesa procurou mesmo relança-lo aos admiradores de clássicos, pois muito do que víamos na outra década está disponível para ser apreciado agora. Ou seja, o jogo é em câmera estática, controles em tanque e atmosfera lúgubre e silêncio sepulcral nos momentos de mais suspense.

Onimusha Warlords conta a história do samurai Samanosuke Akechi, que junto com e ninja Kaede precisam resgatar a Princesa Yuki de uma legião de demônios que invadiram o Castelo de Inabayama.

O jogo em si é bom demais, porém, conforme apontamos, não houve aquele “polimento” gráfico, nem mesmo correções nas expressões faciais, o que não fascina, mas mantém o espírito clássico no material, com um gameplay balanceado e uma trilha sonora bastante importante.

Enquanto aguardamos o remake de residente Evil 2, Onimusha: Warlords é uma boa pedida aos veteranos de controle.

 



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