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Resident Evil 2 Remake

Capcom acerta em cheio e recoloca ambientação aterrorizante anos 90 em um material incrível

Uma vez nossa redação perguntou a um executivo da Konami porque nunca mais havíamos indícios de novos títulos de Silent Hill, um jogo de terror pra lá de obscuro e marcante que adoramos ter vez em quando em nossas telas. E sua resposta foi dolorida, ao dizer que é muito difícil assustar as pessoas nos dias atuais. Será mesmo?

É verdade que a Capcom não trouxe algo inovador, já que Resident Evil 2 é um remake da série. Porém eles parecem ter percebido que o terror emaranhado nos consoles na década de 90 foi mesmo o melhor providenciado até hoje e conseguiu trazer de volta aquele espírito que estimula demais o jogador a jogar e jogar sem parar um game recheado de sustos e riqueza peculiar.

O jogo é fabulosamente obscuro e fiel à série, e logo de cara as coisas começam no geral como começavam no jogo de 1998. Ou seja, Leon S. Kennedy e Claire Redfield, cada um com sua própria história, estão a caminho de Raccoon City. E ao chegar na cidade – ou  que sobrou dela – é uma leva de zumbis que, pasmem, estão ainda mais assustadores.

As “coisas” repentinas que causam aquele arrepio durante algumas partes do jogo estão mais afinadas e mantém o jogador pensativo antes de dar o próximo passo. Logo, vale dizer que o jogo é bom demais aos que querem – ou não – dividir a gameplay com alguém do lado para um conforto junto ao medo.

A furtividade está presente como nunca e vale muito a atenção do jogador, que precisa – mesmo – economizar sua munição.

Um ponto importante do game é entender que mesmo parecendo ser forçado pela produtora, o jogo remete alguns charmes anos 90, como é o caso das atuações. Ou seja, os personagens ainda parecer “duros” e artificiais, o que para os mais velhos de controle é adorável.

Uma releitura perfeita, com frescor de bons frutos à série que parece não parar nunca de manifestar novatos curiosos pra dentro das cenas de horror clássicas e boas demais de se jogar.

Adquira sem erro!


Rafael Poliszuk é jornalista e trabalhou por mais de uma década com automobilismo real. Ou seja, nas pistas!

Tudo porque quando criança era fascinado por jogos do gênero. Com o reencontro da paixão digital, começou o projeto do qual surgiu a Poliszuk Relações Públicas, com experiência no site EuroGamer Brasil, Jornal SP Norte e outras mídias, onde desenvolve promoções e eventos. Agora, com a Zuk Experience, o jornalista prepara uma nova experiência. Aperte o play!  E-mail: rafael@poliszuk.com.br – Site: poliszuk.com.br



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