Copa 2018

Unidos pela cerveja: Brasil e Bélgica para além das quatro linhas

A partida desta sexta-feira (6/7), pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, entre Brasil e Bélgica, vai muito além da disputa por uma vaga na semi. Também vai muito além da coincidência dos dois times começarem com a letra “B” – ok, essa foi forçadíssima. Mas tem algo que – essa sim, sem discussão – une os dois rivais: a cerveja!

Os dois países são conhecidos mundialmente pelo gosto dedicado à bebida milenar. Curiosamente, não aparecem em ranking dos maiores consumidores por cabeça – esse fica com a República Tcheca. Por lá, em média, cada pessoa bebe 137,38 litros por ano. A Bélgica, por outro lado, é a 10ª que mais gasta com a bebida: US$ 166,91 – muito distante, incrivelmente, dos australianos, que gastam US$ 452,55 por ano.

O Brasil, por outro lado, é o  maior produtor mundial de cerveja – a China lidera. Foram 13,3 bilhões de litros fabricados em 2016. O consumo brasuca, porém, fica em 15º lugar, com 62 litros por pessoa, por ano.

A bebida que tem origens ainda no antigo Egito e outras civilizações, espalhou-se pelo mundo, ganhando forma e teor. Na caça às bruxas da Idade Média, balançou mas não caiu. Mosteiros cultivavam os ingredientes – como o lúpulo, base da bebida. Ganhou a companhia do malte e, juntamente com a água, tornou-se a receita de pureza – alterada com a descoberta da pasteurização. Na Bélgica, até hoje, monges da Ordem Trapista – nada a ver com “trapos”, como o senso comum pode indicar – criam a cerveja de mesmo nome, com critérios de produção rigorosos, em uma linha de produção praticamente artesanal: o objetivo é a qualidade máxima, e não o lucro.

Se no Brasil estamos acostumados com as típicas latinhas e baldes com garrafas, e um mercado de cervejas artesanais ganhando cada vez mais espaço e caindo no gosto popular – e, consequentemente, ficando mais acessíveis –, a Bélgica possui cerca de 1,5 mil tipos de cerveja.

A famosa Stella Artois (na foto no topo da matéria), do tipo pilsner lager, é belga e uma das mais antigas do mundo: suas origens datam de 1366. Ironia do destino, a marca faz parte do portfólio da multinacional Anheuser-Busch InBev, criada em 2004, resultante da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira Ambev.

Definitivamente, unidos pela cerveja!



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