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Editorial | Black Friday à moda brasileira

Quem não gosta de comprar com muitos, mas muitos descontos? Pois é, a Black Friday 2017 está aí e promete compras com excelente custo-benefício – desde que os consumidores saibam onde procurar para não cair em ciladas, como aconteceu em anos anteriores.

Mas como as lojas que se julgaram “espertas” perceberam que o consumidor hoje está muito melhor informado e já não acreditar piamente nos “descontões”, esperar a Black Friday para comprar o celular tão desejado, renovar o guarda-roupa ou antecipar aquele presente de Natal está valendo a pena.

Como bons brasileiros, gostamos de importar tradições – veja o Halloween e até nosso futebol, que se tornou tupiniquim, mas nasceu nas terras da rainha Elizabeth. E com a Black Friday (ou Sexta-feira Negra, em inglês) não é diferente. Essa corrida por descontos imperdíveis começou nos Estados Unidos, como um prenúncio para as compras de Natal. Acontece na última sexta de novembro, impreterivelmente um dia após uma das celebrações norte-americanas mais importantes, o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving).

O nome “meio negativo” teria sido dado por policiais, porque as ruas ficam simplesmente um caos – em algumas cidades é decretado recesso, pois as autoridades entendem que as pessoas não conseguiriam trabalhar sabendo que a tão sonhada TV de 50 polegadas está custando até 80% menos. Tradicionalmente, as lojas ficam abertas até tarde, oferecendo descontos absurdos, e abarrotam-se de gente em busca de todo tipo de produto.

Por estas bandas, a Black Friday começou em 2010, na internet. Mesmo que nas primeiras edições algumas lojas tenham tentado ludibriar clientes, dando descontos enormes sobre produtos taxados com o dobro do valor real, isso foi bastante positivo, pois fez crescer a fiscalização por parte de órgãos de defesa do consumidor e o consumidor ficou muito mais atento e capaz de pesquisar sobre os melhores e idôneos descontos.

Hoje, a Black Friday à moda brasileira está bastante atraente. Essa data está sendo vista como ótima oportunidade de negócio, tanto para o consumidor quanto para os comerciantes. Quem quer comprar não quer pagar caro, pois o dinheiro anda curto. Já quem quer vender vê na Black Friday uma oportunidade de aquecer o comércio e lucrar, mesmo com a crise econômica que vem assolando o país desde 2014.

Por isso, leitor, aproveite a Black Friday, mas fique bastante atento. Pesquise a reputação das lojas; se pessoas tiveram uma boa experiência. Entre em sites que comparam preços. Atente-se a detalhes da compra (se o desconto permanece quando a compra é feita em parcelas, por exemplo; as “letrinhas miúdas” que quase ninguém lê podem dizer muita coisa). Veja quais as políticas de devolução ou cancelamento da compra, pois muitos estabelecimentos mudam sua rotina por causa da Black Friday. E ao notar alguma prática ilícita, não poupe esforços e denuncie.

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foto: Pixabay



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