Editorial

Editorial / Internação compulsória não é a única solução

Nesta quinta-feira (06/06) foi sancionada o Projeto de Lei que permite a internação compulsória de usuários de drogas.

O texto altera a política nacional de drogas e traz de volta a abstinência como objetivo do tratamento da dependência ao invés de focar no tratamento de saúde de usuários, visando a redução de danos.

O ponto mais polêmico é a internação à força de dependentes químicos nas clínicas de recuperação, como se ele estivesse apto a decidir isso. É preciso destacar que essa ação não será aleatória, pois só irá ocorrer com o consentimento da família ou do responsável.

Se não for possível localizá-los, a ação acontecerá se algum servidor da área da saúde, assistência social ou de órgãos integrantes do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), exceto da segurança pública, autorizar a internação.

É preciso ter em mente que, quando a pessoa está doente, ela não terá capacidade de compreender o que é melhor para sua saúde. Se deixarmos de enxergar isso, o problema continuará se agravando e chegará num ponto que será impossível viver na cidade.

Claro que, paralelo a essa ação, é preciso combater com mais ênfase o tráfico de drogas. Caso isso não aconteça, vai dar a impressão de que o país está querendo esconder seu problema – usuários de droga – para debaixo do tapete.

Bolsonaro foi eleito sob a bandeira de transformar a segurança pública, e é isso que esperamos dele, pois não queremos ver as estatísticas mostrada pelo Atlas da Violência, no qual a cada ano, o Brasil bate recordes de assassinatos, trafico de drogas, e no número de pessoas viciadas.



Topo