Saúde

Junho Vermelho: cidadania na veia

O Junho Vermelho surgiu para alertar as pessoas de que sangue não se compra, não se fabrica e que qualquer um, a qualquer momento, pode doar ou precisar dele. De acordo com os criadores do Movimento “Eu Dou Sangue”, esse é o mês colorido que traz a mensagem de cuidar do outro.

Ano após ano, é normal que nos meses de frio as doações de sangue no país diminuam consideravelmente. Sem contar o agravante causado por conta da greve dos caminhoneiros ocorrida nesses dias.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue, na sexta-feira (1o/6), iniciam-se as ações da Campanha Junho Vermelho, que, inclusive, já foi alçada à categoria de lei em vários estados e cidades do Brasil.

Em São Paulo, a iniciativa foi promovida a Lei Estadual. A ideia surgiu em 2011, quando as irmãs Debi Aronis e Diana Berezin lançaram o Movimento, motivadas por um episódio familiar. Desde então, o sucesso tem sido comprovado gradativamente. Em 2017, o “Eu Dou Sangue” calculou, extraoficialmente, que houve aumento de 25% das doações no mês de junho, em relação a 2016.

Em São Paulo, por exemplo, segundo informações da Fundação Pró-Sangue, os estoques estão baixos, girando em torno de 30% a 40% do ideal. Além disso, pesquisa realizada no ano passado, encomendada pelo Movimento, em parceria com o Instituto Datafolha, indicou que o brasileiro não costuma doar sangue: cerca de 92% dos entrevistados declararam que não participaram de doações nos últimos 12 meses.

Com o propósito de conscientizar a população e estimular a doação de sangue durante o inverno, diversos pontos do Brasil serão iluminados de vermelho, como a Fonte Elo do Parque do Ibirapuera, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a Câmara Municipal de São Paulo e o Banco Daycoval.

Para saber onde há bancos de sangue, o doador pode acessar o site: www.eudousangue.com.br/onde-doar. Basta comparecer, participar da entrevista feita no local e contribuir.



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