Arte

SESC Santana celebra bossa-nova com programação especial

“Olha que coisa mais linda / Mais cheia de graça / É ela, menina / Que vem e que passa / Num doce balanço / A caminho do mar”. Ou “Vai minha tristeza / E diz a ela que sem ela não pode ser / Diz-lhe numa prece / Que ela regresse / Porque eu não posso mais sofrer”. Os primeiros versos são da canção brasileira mais conhecida em todo o planeta. Os outros são do marco inicial de um movimento. Garota de Ipanema e Chega de Saudade, clássicos da Bossa Nova, cantam e encantam toda a graça e a beleza de um país.

Para celebrar a relevância deste marco cultural, o SESC Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579) terá neste mês a programação especial A Bossa Nova é…. Serão shows, palestras e filmes enfatizando o legado do gênero musical que alterou para sempre a música brasileira, além de afirmar a relevância dos artistas e canções nos dias atuais. Confira abaixo os destaques da programação (agenda completa em sescsp.org.br):

Ruy Castro

O escritor e jornalista, autor do livro Chega de Saudade, reconstrução histórica da Bossa Nova, vai contar histórias do movimento em um bate-papo com o público. Sábado (11/8), às 19h. Grátis.

Paula e Jaques Morelembaum convidam Carlos Lyra

Os artistas, que gravaram o disco Casa (capa na foto ao lado), em 2001, se tornou referência para o gênero. Gravado na casa de Tom Jobim, a obra surge da ligação de Paula e Jaques com Tom, já que fizeram parte da banda de Jobim por dez anos.

Neste show inédito, a dupla convida outro importante integrante da Bossa Nova, o compositor Carlos Lyra.

No show, Paula também lerá uma carta que Jobim escreveu em homenagem aos 50 anos da carreira de Lyra: “Carlos Lyra é único, é ímpar, outro igual não há. Abraço do Antonio, que também é Carlos”, diz um trecho.

Sábado (11/8, às 21h) e domingo (12/8, às 18h). Ingressos: R$ 25 (inteira), R$ 12,50 (meia) e R$ 7,50 (associados do SESC).

A Música Segundo Tom Jobim e Orfeu Negro

O documentário A Música Segundo Tom Jobim desvenda a trajetória musical do artista, usando a imagem e o som para driblar uma ousadia: não há um depoimento no filme. São imagens de intérpretes em performances incríveis, a poesia das canções e as várias faces de Tom.

Orfeu Negro, clássico do cinema brasileiro, de 1959, é a versão cinematográfica da música Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes. Foi vencedor da Palma de Ouro em Cannes, o maior festival de cinema do mundo. Terças-feiras (21/8, documentário; 28/8, Orfeu Negro), às 20h. Grátis.



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