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Telegram é realmente seguro?

Famoso pela promessa de proteger as mensagens de usuários, o Telegram ganhou as manchetes por ser o aplicativo usado na conversa entre o ex-juiz federal Sergio Moro e o procurador do Ministério Público Federal em Curitiba Deltan Dallagnol, vazados pelo site The Intercept Brasil.

O aplicativo de conversa, ao contrário de seu concorrente WhatsApp, utiliza a opção de criptografia de ponta a ponta somente quando o usuário ativa a função. Outra ferramenta de privacidade do Telegram é o “Chat Secreto”, que autodestroem mensagens do grupo.

Já o WhatsApp nem sempre teve essa função. Ele só implementou em 2016, quando sofreu diversos bloqueios judiciais no Brasil. O que motivou muitos usuários a migrar para o Telegram.

A criptografia permite que somente o emissor e receptor tenham acesso ao conteúdo da mensagem, pois nas duas pontas existe uma chave que decifra as informações, que trafegam “embaralhadas” pela internet. Sendo assim, mesmo se as mensagens forem interceptadas, por hackers, elas não poderão ser decodificadas.

Polêmica

Em relação a polêmica do roubo de dados, o Telegram descarta qualquer possibilidade que tenha vindo dos seus servidores. Contudo, nada impede, que as informações sejam extraídas diretamente do aparelho do usuário ou de uma conta invadida.

Backup

Outra diferença entre os dois aplicativos são os backup. Entenda:

WhatsApp – Faz backups no aparelho do usuário para permitir a recuperação do histórico de conversas. Para isso, eles são salvos no Google Drive (Android) ou iCloud (iPhone).

Telegram – Não realiza backups no aparelho do usuário. Ao invés disso, o histórico das conversas é mantido na nuvem do aplicativo, de onde pode ser recuperado para outro aparelho se o usuário desejar.



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