Arte

Fábrica de Cultura da Cachoeirinha celebra Dia do Índio

“Sou guerreiro imortal derradeiro / Deste chão o senhor verdadeiro / Semente eu sou a primeira / Da pura alma brasileira!”. Os versos acima, do samba da escola carioca Imperatriz Leopoldinense em 2017 traduzem a valorização e a reflexão para uma data que se aproxima: o Dia do Índio, em 19 de abril. Para enfatizar a data, a Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha promoverá dois eventos.

Na sexta-feira (6/4), a partir das 15h, o projeto A história do Autor trará o escritor paraense Daniel Munduruku para bater um papo sobre suas obras e trajetória. A obra Meu Avô Apolinário foi selecionada pela Unesco e recebeu menção honrosa no Prêmio Literatura para Crianças e Jovens, na questão da tolerância. Mundruku pertence a um dos 307 grupos indígenas do país do povo de mesmo nome. Porém, rejeita o termo índio.

“A gente não quer ser tratado por esse apelido horroroso que colocaram na gente, e sim pelos nossos nomes. Eu ser Munduruku é diferente de ser índio. Índio é uma invenção, folclore puro, mas ser Munduruku é ter toda uma série de saberes que me dá identidade”, afirmou o escritor em entrevista para o jornal A Tarde, em 2014.

Já quarta-feira (19/4), às 15h, a data será celebrada com a tribo Tekoa Itakupe. Apresentações do coral Guarani, a dança Xondaro e uma roda de conversa sobre os costumes e como a tribo vive atualmente darão o tom do encontro. O nome da tribo significa “atrás da pedra” e faz parte das aldeias da Terra Indígena Jaraguá.

Os eventos são gratuitos. A Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha está localizada na Rua Franklin do Amaral, 1.575.

foto: Divulgação/Thiago Carvalho Wera’i



Topo