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Editorial | Zona Norte dá jogo!

O mundo gamer está com os olhos voltados para a Zona Norte. A décima edição da Brasil Game Show (leia mais AQUI) retorna à região, depois de estar na Zona Sul em 2016. Desta vez, para celebrar os dez anos da feira, a promessa é de um evento grandioso, à altura de um mercado que se mantém seguro – e até superior em meio à crise que o Brasil enfrenta.

De acordo com dados da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames), o setor teve aumento de 600% no número de empresas desenvolvedoras de jogos em oito anos. Em 2016, a venda de jogos movimentou US$ 1,6 bilhão no país. Bilhão. De dólares. Com isso, o Brasil é o quarto país do mundo em consumo, perdendo apenas para Estados Unidos, Japão e China.

O cenário, porém, é desafiador. O mercado de games, ao contrário do que muitos imaginam, é responsável por empregar profissionais de diversos setores, não apenas relacionados à área de tecnologia. Hoje, com jogos cada vez mais complexos e em rede, é preciso cada vez mais de trabalhadores de áreas como roteiro – que constrói as histórias de maneira que o gamer, literalmente, entre no jogo – e dados – com cada vez mais jogos on-line, as informações e preferências dos jogadores se faz cada vez mais presente.

Com potencial criativo e econômico no ramo, esse cenário também inspira reflexões sobre os investimentos em ciência e tecnologia no país. Como já dito pelo colunista de Economia do SP Norte, Marcos Cintra, “é consensual entre as correntes de pensamento econômico a ideia de que a inovação é a força que move o desenvolvimento de uma nação. Mesmo que um país tenha abundância de recursos naturais, humano e de capital isso não garante crescimento econômico sustentado e melhoria na condição de vida das pessoas se não houver investimento adequado em ciência, tecnologia e inovação”.

No atual momento do país, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) vê seus recursos minguarem: foi de R$ 4 bilhões em outros anos e, em 2017, o montante chega a uma redução drástica: R$ 1,2 bilhão. Para piorar, metade desse valor tem autorização para ser executado.

Talvez a geração dos pais dos hoje jogadores vissem a “jogatina” com maus olhos décadas atrás. Alguns, atualmente, ainda relutam em considerar os games algo irrisório. Ledo engano: os jogos hoje extrapolaram as fronteiras do entretenimento e são usados na recuperação de pessoas com necessidades especiais, por exemplo.

A Brasil Game Show espera receber 300 mil pessoas em quatro dias de evento – na última quinta-feira (11/10), foi aberta para convidados e imprensa. Pelo terceiro ano consecutivo, o SP Norte é parceiro da feira. Acreditamos em um mundo cada vez mais conectado, e a parceria com a BGS reforça nossa intenção em levar o melhor e mais variado conteúdo ao morador da Zona Norte.

Não é exagero dizer: a boa filha à casa torna.



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